Todas as empresas sempre devem buscar crescer, conquistar novos espaços, reduzir suas vulnerabilidades, sobreviver ao mercado competitivo, enfim, prosperar e conquistar a auto-sustentação.
Para que isto ocorra as empresas devem estar em constante adaptação, se moldando de modo rápido a quaisquer novas situações que apareçam no ambiente de negócio e que atua. Os processos de mudança devem fazer parte da cultura da empresa para que sejam vistos como parte de um processo natural de adaptação e crescimento.
Também não se pode esperar que haja uma fórmula mágica que resolva o problema de todas as empresas, pois a mudança depende de uma série de fatores tais como: tipo de negócio, mercado, produtos/serviços que produz e oferece, competitividade do mercado, proximidade com consumidores finais, monopolização do mercado, estilo de gestão, etc.
Reengenharia, downsizing, fusões, são alguns dos movimentos de mudança que temos visto ultimamente. Mais movimentos de mudança deverão continuar a ocorrer por bastante tempo, pois cada vez mais as empresas serão levadas a reduzir custos, melhorar a qualidade de produtos e serviços, aumentar a produtividade e o ganho de eficiência operacional, explorar novas oportunidades de negócio, etc principalmente nas empresas em que os funcionários gastam mais tempo na execução das rotinas operacionais do que na busca pela geração de novos negócios.
A impressão que se tem, muitas vezes, é que tudo não passa de um modismo, em que a resolução de um problema torna-se o gerador da crise seguinte que é resolvida ao se retornar ao mesmo modelo anterior, por exemplo, o movimento de centralização/descentralização do processamento que tem ocorrido nas últimas décadas.
Mas na realidade, estes movimentos tem forçado as empresas a revisarem seus processos, em partes ou em sua totalidade e tem ajudado as empresas a se ajustarem de modo significativo às condições impostas pelo mercado, aprimorando sua competitividade , ajustando seus processos, reduzindo a burocracia e posicionando a empresa em direção ao futuro e a perpetuidade.
É claro que nem tudo são flores, pois muitas empresas passaram por processos desastrosos, recursos desperdiçados, funcionários frustrados ou dispensados, mas isto pode ser encarado como o inevitável preço da mudança realizada sem preparação, planejamento e capacitação da equipe.
Uma coisa é certa, a empresa que não estiver antenada com as necessidades do mercado e preparada para as mudanças certamente naufragará. O melhor momento para a empresa mudar e se adaptar é quando está com seus indicadores operacionais e financeiros no azul. Quando a empresa não está bem deve-se tratar suas debilidades e sanear os problemas. É muito arriscado fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Até mais
Eduardo Kurita Yoshinaga

